Arco do Teles: onde a história encontra uma bruxa

Arco do Teles Rio de Janeiro: história e lendas

Cruzando a Praça XV, você chega ao Arco do Teles. O Arco do Teles Rio de Janeiro é um daqueles lugares em que a história, a boemia e a lenda parecem ocupar o mesmo pedaço de rua.

Passar por esse arco é quase como atravessar um portal mágico que te leva para uma das partes mais gostosas desse passeio: mesas na rua, bares, restaurantes, casarões antigos e aquele chão de pedra que muda completamente a atmosfera do passeio.

Só que o Arco tem muita história e algumas delas são bem menos comportadas.

Arco do Teles Rio de Janeiro
Arco do Teles Rio de Janeiro
Arco do Teles Rio de Janeiro

Uma delas envolve Bárbara dos Prazeres.

Segundo a tradição popular, ela teria vivido na região no século XVIII e acabou entrando para o imaginário carioca como uma figura cercada de mistério, medo e histórias bastante sombrias.

Com o tempo, a personagem ganhou fama de bruxa, assassina e de mulher ligada a rituais macabros. O problema é que, quando a gente começa a separar documento histórico de lenda urbana, a história fica bem menos simples.

O conjunto vem do século XVIII e, depois de um grande incêndio em 1790 e de um período de decadência da região, aquele pedaço do Centro começou a acumular histórias que misturam memória, exagero, medo e muita fofoca colonial.

E é aí que entra uma das melhores histórias do lugar: a de Bárbara dos Prazeres, a Bruxa do Arco do Teles. Porque, aparentemente, nem em 1790 o Rio vivia sem uma boa fofoca.

Conta a lenda que Bárbara teria vivido por ali no início do século XIX. Com o tempo, a história foi ficando cada vez mais sombria: feitiçaria, rituais de rejuvenescimento, desaparecimentos e todo tipo de coisa macabra passaram a ser atribuídos a ela.

Quanto disso aconteceu de verdade? Nunca saberemos.

É lenda? Claro!

Agora, depois de alguns chopes pelo Arco do Teles, sempre aparece alguém jurando de pé junto que viu Bárbara andando por ali. Se foi assombração ou efeito do chope, aí já é outra história.

O fato é que Bárbara dos Prazeres ficou presa naquele pedaço da história em que documento, memória, fofoca e imaginação já se misturaram tanto que, a essa altura, ninguém sabe mais muito bem onde termina uma coisa e começa a outra.

E talvez seja justamente por isso que essa história mereça ser contada até hoje.

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