Paço Imperial: ali na sua frente, o Brasil resolveu ficar
Paço Imperial Rio de Janeiro: história e Dia do Fico
O Paço Imperial Rio de Janeiro é um daqueles lugares em que a história aparece sem fazer cerimônia, misturada ao movimento da cidade e à vida acontecendo ao redor.
E a primeira curiosidade está justamente aí: o prédio fica no meio da cidade, misturado à vida acontecendo, e continua vivíssimo, com o corre-corre do dia a dia das pessoas, sem aquela cerimônia toda que normalmente cerca lugar histórico.
Essa é a graça do Rio, você pode estar tomando um chope ao lado de um prédio onde foram tomadas decisões que mudaram o rumo histórico do país e nem perceber.
No Rio, até a História senta na mesa do bar e não poderia ser diferente.
O prédio começou sua história no século XVIII, foi residência de governadores e vice-reis, tornou-se Paço Real com a chegada da Corte portuguesa e depois Paço Imperial. Hoje é um centro cultural, recebe exposições e pode ser visitado.
Mas olha para aquelas janelas.
Foi dali de uma daquelas janelas que, em 1822, D. Pedro anunciou que não obedeceria à determinação das Cortes portuguesas para voltar a Portugal.


A frase atravessou séculos, ganhou versões, livros escolares e solenidade. Mas gosto mais quando a gente tira tudo isso por um segundo e pensa na cena.
Aquilo aconteceu ali. Não “no Centro do Rio”. Não em algum lugar abstrato chamado “Brasil Imperial”.
Ali, naquela janela. Naquele prédio que está na sua frente enquanto gente atravessa a rua.
Se o Brasil não nasceu exatamente naquela janela, uma parte decisiva do país que viria a existir passou por ela.
É disso que estou falando quando digo que andar pelo Rio às vezes significa muito mais do que simplesmente andar.
